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Arquivo Paralelo, pt. 6

—Sim…

—A-alô? –digo no telefone.

—Senhorita Gail?

—Sim?

—Aqui é Rick… Rick Rains.

—A-ah! Sim, pode dizer senhor! –digo olhando para Mike e para rua confusa.

—Bom, decidi ligar pessoalmente para te parabenizar, você é minha nova estagiária.

—O QUÊ?! –grito surpresa fazendo com que Mike se assuste. —Desculpe. –cochicho sem graça para Mike. —Isso é sério senhor Rains?

—Sim, claro que sim.

—A-ah, que maravilha! –digo me sentindo no paraíso.

—Sim, mais que isso, não é? –sinto como se tivesse me cantando.

—A-ah, sim… Claro…

—Bom, amanhã, Mike irá te buscar no mesmo horário e você virá para cá para decidirmos tudo, ok?

—Sim, senhor Rains. Muito obrigada, mesmo! De verdade, muito obrigada.

—Eu quem agradeço. Até amanhã, e passe para Mike por favor.

—Até senhor. –digo passando para Mike.

—Senhor? –Mike diz ao telefone. —Sim, pode deixar… Em segurança… Ok senhor… Até mais. –e então desliga o telefone.

Ainda estou sorrindo, muito feliz! O dia mais feliz da minha vida, mal posso acreditar!

—Parabéns senhorita Gail.

—Óh, muito obrigada Senhor Mike!

—Por favor, me chame de Michel.

—É-é… Sério?

—Sim, claro! Agora somos colegas de trabalho, não é?

—Ah, sim! –digo com os olhos ainda brilhando. —E por favor, me chame e Thaliia, ou Tha ou Lia.

—Thaliia está bom para mim. –diz sorrindo ainda olhando para rua.

E então ele para o carro.

—Chegamos. –diz desligando o carro, abre a porta, dá a volta e abre a porta para mim.

—Obrigada Senh… Obrigada Michel.

—Não há de quê… Até amanhã! –diz entrando no carro e então vai embora.

—Até… –digo para mim mesma.

Chego em casa 12:00, e então decido arrumar tudo. Faz tempo que não faço uma limpeza nessa casa e então vou para meu quarto, troco minhas roupas por algumas mais confortáveis e começo a limpeza, começo pelo meu quarto. Varro, tiro pó, vejo o que tem de velho embaixo da cama que possa jogar fora e então acho uma caixa, toda empoeirada, abro e há várias fotos, fotos da minha família, toda ela, e então sinto uma dor, uma falta imensa de todos eles. Mas vou me vingar daquele porco nojento que foi o culpado de tudo, que matou eles! E então começo a chorar, desesperadamente, e começo a chutar tudo, tudo que há na minha frente, e então sento no chão e continuo chorando.

—Estou sozinha. –digo para mim mesma chorando mais ainda. Levanto, vou para meu quarto e deito na cama e choro até adormecer.

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Arquivo Paralelo, pt. 5

E então me levanto, vou me aproximando bem devagar olhando nos olhos dele, ele me olha assustado.

—Primeiro vou me aproximando dele sem tirar os olhos dele, e quando chego bem perto, e o nocauteio fazendo-o adormecer, o prendo e o resto é com a agencia.

—Ual. –ele diz não tirando os olhos de mim e sem que eu perceba estamos mais perto do que devíamos e então me afasto rapidamente.

—É… M-me desculpe… –digo com medo do que pode acontecer, com medo de ter estragado tudo.

—Não… Tudo bem… Bom, concluímos nossa entrevista, minha secretária retornará logo menos.

—O-ok… –digo me levantando.

—Foi um prazer conhecê-la senhorita Gail. –diz oferecendo um aperto de mão.

—Igualmente senhor Rains. –retribuo me despedindo e então caminho até a porta, abro e saiu e sem que eu perceba ele vem atrás de mim.

—Meu motorista irá levá-la até sua casa, ok? –diz ele pegando em meu braço e sinto um choque.

—A-ah, claro… –digo assustada olhando para ele e percebo que também está assustado. Todas que estão na sala percebem certo clima no ar. E então ele me solta e vai até o elevador me acompanhando. As portas abrem e eu entro, ele entra apenas e aperta o botão do andar que devo descer e sai.

—Até mais senhorita Gail. –diz sorrindo.

—Até… –e as portas se fecham.

O elevador desce, percebo que meu coração ainda está disparado, e então respiro fundo. Chego ao andar e o senhor Mike está lá.

—Pronta para ir para casa Senhorita? –ele diz para mim.

—Pronta. –digo a ele ainda meio assustada.

Vamos até a garagem ele abre a porta para mim e entro, logo em seguida ele entra e então liga o carro e saímos.

No meio do caminho o celular de Mike toca.

—Sim, senhor? –ele diz sério. —Claro, está aqui. –ele diz olhando rapidamente para mim e retornando a olhar para a rua. —Sim, vou passar. –ele dá o celular para mim. —É para você senhorita.

—Para mim? –digo pegando o telefone.

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Arquivo Paralelo, pt. 4

Quando entro ele dirige seu olhar para mim, arregala os olhos e sua boca meio que cai. Droga será que estou com algo? Suja? Droga, droga! Mas logo ele se compõe.

—Bom dia senhorita Gail, como vai?

—Bom dia, senhor Rains, vou bem e você?

—Ótimo. Queira se sentar. –diz apontando para um sofá preto de couro ao lado de sua mesa.

Vou e sento e ele encosta-se a sua mesa.

—Bom, há 7 garotas lá fora…

—Havia. –digo o interrompendo e ele me olha com uma cara de “sua atrevida”. —Desculpe…

—Tudo bem… Bom… Havia 7 garotas lá fora, selecionei 4 para poder entrevistar pessoalmente. Confesso que a primeira foi uma das piores pessoas que já conheci para trabalhar no que trabalho. A segunda, nem ao menos entrou e agora… Você. –ele diz me olhando de cima a baixo como se nunca tivesse visto, e de fato, ele nunca me viu… Assim espero.

—Sim, eu… –digo sorrindo.

—Bom, o que te faz pensar que pode ser uma ótima espiã? Porque você sabe, na nossa agencia só temos os melhores do mundo, não sabe?

—Sim, claro que sei. E bem, respondendo sua primeira pergunta… Sempre gostei desse tipo de trabalho.

—Gostar não é o suficiente para isso… Você sabe, né? –diz me interrompendo e faço uma cara de “seu atrevido”.

—Sim, eu sei, e continuando, como ia dizendo… –ele tenta conter um sorriso. —Sempre fui sozinha, abandonei a casa dos meus pais com 13 anos e eles continuaram a me sustentar até que 6 meses depois morreram e deixaram um dinheiro para mim, mas esse dinheiro não vai durar para sempre e logo que saí da casa dele, algumas mulheres começaram a me pagar para espionar seus maridos e vice-versa… E então comecei a me apaixonar pelo que fazia, e com o dinheiro que me davam e meus pais deixaram decidi fazer cursos de idiomas e vários tipos de lutas.

—Sim, isso conta em seu currículo.

—Sim…

—Bom, e eu vi no papel que minha secretária entregou a vocês sua respota e ela me interessou bastante.

—Por isso estou aqui, correto?

—Sim… –ele franze o cenho. —Bem… Então você é sozinha, correto?

—Praticamente… –digo e sinto uma pontada em meu coração.

—Não têm parentes?

—Tenho mas, vivo melhor sozinha…

—Ah sim, sinto muito.

—Não sinta, por favor. –digo sorrindo.

—Bom, eu tenho mais uma pergunta para fazer a você.

—Manda… –ele olha meio espantado. —Quer dizer… Pode perguntar… –digo sem graça.

—Você está frente a frente com o bandido que tem que prender. O que você faz?

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Aquivo Paralelo, pt. 3

A recepcionista se levanta e vai até a uma porta, reparo que é outra sala maravilhosa e antes que possa reparar em qualquer outra coisa dentro da sala, ela fecha a porta.

Se passa 10 minutos e ela sai.

—Senhorita Liza Florin, o senhor Rains irá recebê-la.

A garota se levanta totalmente cheia de si, cantando vitoria e entra na sala. Não demora 5 minutos e ela sai comm a cara triste, mas ainda sim orgulhosa e vai embora. A recepcionista repara na cara da garota e dá uma risadinha.

—Senhorita Marine Main, pode entrar. –a recepcionista diz olhando para ela.

E então toda insegura se levanta tropeçando e quando coloca a mãe na maçaneta ela vira e vai embora, nem se quer entra na sala do senhor Rains, e a recepcionista olha pasma para a garota e com uma cara de pena. Olho assustada pensando que eu poderia fazer a mesma coisa.

—Senhorita Thaliia Gail, sua vez… Boa sorte. –meu coração disára, ela diz simpática e receosa, acho que ela pensa que vou fazer a mesma coisa. Mas não.

Me levanto, vou até a porta e abro, entro e lá está ele, em sua mesa, totalmente organizada, cheio de coisas bonitas, um notebook de ultima geração.

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Arquivo Paralelo, pt 2

Procuro a recepção e lá está, uma ruiva, com a roupa com a minha só que rosa claro. Me dirijo até ela.

—Com licença, vim para uma entrevista de estagio com o senhor Rick Rains.

—Seu nome, por favor? –ela diz me medindo e então me sinto desconfortável.

—Thaliia Gail, com dois “i”. –digo olhando nos olhos dela para mostrar que mesmo ela me medindo não vou cair.

—Ah sim, bom, siga até o elevador, é no andar F.

—Obrigada. –e então dou as costas e sigo até o elevador.

Espero o elevador chegar, entro e aperto o botão F, e então subo. O elevador para e as portas se abrem e chego em um recepção maravilhosa, totalmente moderna, com uma garota morena na recepção e algumas sentadas a espera, umas 7, devem ser minhas concorrentes. Vou até a recepcionista observando a sala tão linda.

—Com licença, vim para uma entrevista com o senhor Rick Rains.

—Ah sim, você deve ser Thaliia Gail, correto?

—Sim, eu mesma. –digo sorrindo. Essa parece ser mais simpática.

—Pode se sentar, por favor. –diz apontando para uma poltrona de couro marrom e então vou e me sento.

Se passa 5 minutos e então a recepcionista se levanta.

—Bom, todas já estão aqui, vou entregar uma folha para vocês. –diz entregando as folhas para as meninas até me entregar. —Preencham e me entreguem, por favor. –e volta a se sentar.

Olho para a folha que solicita apenas duas coisas.

Nome:

Se está entre a vida e a morte, o que faria?

 

Rapidamente coloco meu nome e na pergunta apenas escrevo “correria me desviando da morte, pois ela é previsível.”.

Me levanto e todas olham para mim, entrego a folha e volto a me sentar. Reparo que todas estão escrevendo textos enormes. Após 10 minutos a ultima menina entrega sua folha. 

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dustpelt:

“and you will have to present it in front of the class”

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Arquivo Paralelo

São 5 da manhã e meu despertador toca, finalmente o grande dia chegou, o dia da minha entrevista da SCE, Centro de Super Espionagem. Vou ser entrevistada por um dos melhores espiões dos últimos tempos, Rick, por isso estou tão nervosa, com medo… Me preparei semanas para essa entrevista.

Me levanto da cama, vou para o banho, escovo os dentes e então coloco meu terninho social, uma camisa, saia, blazer, e um sapato alto, e como era de se esperar meu cabelo não ajuda, está totalmente bagunçado, nada ajuda, por mais que escove várias vezes, nem mesmo a droga de uma chapinha, por que bem hoje você não vai colaborar cabelo?  E então decido amarrá-lo, faço um rabo alto de cavalo, faço uma maquiagem neutra, pego minha bolsa e desço, e o carro, o super carro da agencia, um Audi tt preto está a minha espera. Irônico, pois é um carro de uma agencia de espionagem, deveria ser o carro mais simples e nada chamativo do mundo.

O motorista sai do carro indo em direção a porta me aproximo, ele está de terno preto, parece estar chegando a uma idade avançada.

—Bom dia senhorita Gail, meu nome é Michel Mike. Estou aqui para te levar ao seu destino, está pronta? –diz totalmente amigável.

—Bom dia, é… Estou pronta senhor Mike. –digo totalmente segura mas não estou tão pronta assim, o bom é que sou ótima atriz.

E então ele abre a porta de trás do carro —Por favor. –fazendo para eu poder entrar e então entro.

Ele fecha a porta, vai até a porta do motorista, e entra. Liga o carro e então, enfim, estou a caminho do SCE, vou observando que o carro está todo filmado não posso enxergar nada que está do lado de fora então e pensando em algumas falas para a entrevista, demorando uns 20 minutos para chegar e então chegamos em um prédio luxuoso, ele entra na garagem, estaciona, sai do carro e abre a porta para que eu possa sair. Saio, desamasso minhas roupas apalpando-as.

—Venha comigo. –ele diz e então o sigo.

Vamos em direção a um elevador e entramos, ele tira uma chave de seu bolso e então abre uma pequena porta embaixo dos botões dos andares e então aperta a letra C e então descemos. Estranho porque nunca tinha visto um elevador com letras ao invés de números, mas é de se esperar… E então a posta do elevador se abre e chegamos à um local enorme, luxuoso, tudo de ultima geração, mais ou menos cheio, parecem ser todos funcionários.

—Bom senhorita, agora é com você, meu trabalho está feito, boa sorte e espero que consiga. –diz totalmente simpático, bom, é claro, ele deve falar isso para todas as garotas que vem ser entrevistadas.

—Muito obrigada. –digo retribuindo a educação com um sorriso, e então, ele vai para o lado oposto. 

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